Dream Cast Fans 2015

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Mistérios de uma 3 - Vida de Ashley Cap 27

Demorou mas chegou hahahhaa




No dia seguinte, logo cedo, partimos para a Inglaterra. Depois que arrumei meus pertences nas malas, encontrei Helena já do lado de fora do Hotel em que ficamos. A princesa me aguardava conversando com Paul encostado no carro real.

Assim que me viu com as mãos abarrotadas de bolsas, Paul se ofereceu prontamente  para guardar minhas coisas na mala do carro enquanto eu me aproximava de Helena.

- Está pronta? – Perguntou-me minha amiga.

- Sim, não há mais nada a fazer aqui... – Respondi.

Helena me abraçou brevemente e antes que eu entrasse no carro deu um selinho em Paul que ficou com uma expressão bem desconfortável no rosto corando imediatamente, talvez porque eu estivesse lá presenciando esse momento.

- Não se preocupe, ela sabe. – Disse Helena tentando despreocupá-lo.

- Me perdoe Senhorita.... Eu nem sei o que dizer... – Paul estava realmente temeroso.

- Acalme-se Paul, o relacionamento de vocês não me incomoda... Ninguém saberá por mim, lhe garanto. – Falei sorrindo, nesse momento Paul parecia estar mais conformado. Era um grande progresso, pelo menos agora ele demonstrava confiança em mim. E entrei no carro para irmos.

 

A viagem foi muito tranquila. Enquanto voávamos naquela pomposa aeronave, pensei em como minha querida mãe estaria naquele momento. Milhares de interrogações assombravam minha mente e eu simplesmente rogava à Deus que eu pudesse ouvir sua voz mais uma vez, nem que fosse para me dar broncas como quando eu era criança.... Também não conseguia parar de pensar em Jason, meu peito apertava de saudades dele.

Era engraçado, eu o conheci tão repentinamente e em pouquíssimo tempo entretanto, mesmo assim, me sentia melhor com ele do que com qualquer um. Deitada na cadeira do avião, fechei os olhos e lembrei-me de seu cheiro próprio... De sua respiração, sua voz.... Seu braço me envolvendo quando eu precisava de proteção.  “Será que isso é amor?” pensei comigo mesma. Se era amor de verdade, porque era tão difícil vive-lo em paz? Com Kendall sempre bisbilhotando minhas ações, uma hora ele descobriria. E mesmo que isso ocorresse um dia, eu não poderia saber se Jason sentia o mesmo que eu em relação à nós, ora ele era um rapaz fantástico mas também, extremamente enigmático.

Muitos questionamentos.... Poucas respostas.

Fiquei tão entretida em meus devaneios que nem notei que o avião já estava para aterrissar. Apertei os cintos – eu odiava sentir a velocidade das rodinhas do avião em velocidade máxima ao tocar o chão. Era como se eu visse a morte bem perto, aumentando a influência de sua existência afinal. – enfim parou.

Ao descer do meio de transporte aéreo monstruosamente grande, Paul já nos aguardava com um carro dos Drechsler. – Paul havia ido em outra aeronave da classe econômica portanto chegou antes de nós no aeroporto inglês. – Entramos eu e Helena, que sentou ao meu lado toda a viagem.

- Acho que Paul se chateou por ter ficado sem seu beijinho agora. – Comentei em tom de riso para Helena enquanto estávamos no carro. Ela sorriu de volta.

- Aqui não podemos ficar tão “a vontade” Ash, todos da Inglaterra nos conhecem... – Disse enquanto o sorriso de seu rosto se convertia gradativamente em uma expressão séria.

- Você o ama? – Perguntei no mesmo tom sério de sua face.

- Com certeza... Com Paul não preciso me prender a etiquetas e nem a impressionar algum rico esnobe. Ele é demais... – Disse ela super satisfeita. – Mas.... – A princesa parou de repente hesitando em continuar.

- Você teme que seu pai descubra, não é? – Deduzi.

- Também, mas não é só isso... Papai me tem como a princesinha que ele criou quando criança e com certeza planeja que eu me case com algum líder nacional influente. Não quero desapontá-lo e além do mais, se Kendall descobrisse iria se vingar de mim por ajudar você. – Parece que viver o amor de verdade em paz, não era só um problema para mim.

- Mas seu pai te ama muito, e como todo pai só quer ver você feliz. Acho que se você tentasse explicar, ele entenderia. Rei Harryson não parece ser do tipo “tirano”. – Tentei ajuda-la.

- Seu pai também é assim Ash? – Perguntou.

- Há muito tempo não sei do meu pai.... – Foi tudo o que eu tinha a dizer no momento. Ela respeitou e não insistiu mais no assunto sobre meu pai.

- Bem, com certeza nenhum Rei tirano chama sua nora de Gazela... – Rimos com a piadinha de Helena. Realmente, ele não fazia o tipo tirano como seu filho. Pena que alguém tão cruel como Kendall assumiria o trono. Gostaria muito mais que Helena assumisse, mesmo sendo mulher – o que era terminantemente proibido na legislação real de praticamente todos os países. Uma grande futilidade particularmente falando... Todos sabem que mulheres são melhores nos aspectos emocionais do povo.... Mas Enfim, gostaria muito que alguém mudasse esse costume machista ridículo. – ela daria uma excelente rainha para a Inglaterra.

 

Enfim, chegamos à mansão Drechsler. Aquele lugar nunca foi familiar para mim, mesmo já estando lá há quase 6 meses, parecia que eu havia chegado ontem. Não que os funcionários ou os anfitriões não me tratassem bem (exceto Kendall, claro.) – ou que eu não fosse acostumada à viver bem. – mas, sentia falta de casa, de Tereza e ... Da minha mãe.

Minha criada carregou minhas malas até meus aposentos no palácio me deixando á vontade para procurar Kendall. Precisava falar com ele sobre o paradeiro da minha mãe.

- Helena, sabe onde Kendall pode estar? – Perguntei.

- Não sei nem se ele já chegou Ash... Mas sugiro que procure na sala de esgrima, ele pode estar lá. – Sugeriu ela.  – Cuidado! - Decidi ouvir e fui até a sala de esgrima.

Ao chegar lá, Kendall estava treinando sozinho... Achei estranho, normalmente sempre existe alguém do sexo feminino próximo à ele, lhe fazendo algum tipo de “companhia”.

- Podemos conversar? – Interrompi o mais sutilmente que pude. Ele não notou minha presença quando entrei então, se assustou com minha voz ecoando no espaço.

- O que você quer? – Indagou-me, grosso como sempre.

Respirei para me acalmar, a presença de Kendall me intimidava de certa forma. Precisei me sentar em um dos bancos do salão.

- Bem, já que sua pergunta foi bem direta irei ao que interessa. Sei que você está com minha mãe Kendall... – Afirmei.

- Eu? Não meu amor, a Inglaterra está com ela... – Disse ele. Não entendia, minha mãe havia cometido algum crime?

- Por quê? Sob que acusação? –Indaguei atordoada..

- Mas que filha desnaturada... Você não lê as correspondências que sua mãe lhe envia? – Disse Kendall pegando um bolo de correspondências de uma sacola que ele levava sua roupa de treino.

- Eu não recebo nada dela há meses... E ... – De repente, vi escrito na frente das correspondências meu nome como destinatário em todas elas. – O que você fez Kendall? – Eu não sabia se chorava ou encarava aquela cara cínica na minha frente.

- Opa! Desculpa, acho que me esqueci de entrega-las à você. – Disse ele jogando as cartas em cima de mim. – Peça a Paul que lhe leve até sua mãe e pergunte a ela mesma sob que acusação ela está trancafiada numa das masmorras mais sujas daqui. – Foram as últimas palavras daquele crápula antes de sair.

Não consegui suplicar para que ele ficasse e me dissesse mais alguma coisa. Estava anestesiada de tanta coisa que estava acontecendo comigo, com minha família... Tudo assim de uma vez. Nem chorar eu era capaz...

 

Decidi ir ver a única pessoa que me ajudaria nesse momento... Jason White.

 

 
CRÉDITOS : ROBERTA LOPES (eu)
 
 
 
 
Espero que tenham gostado !
 
 
Beijinhus.....

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